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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Vazão atual das Cataratas do Iguaçu encheria o Sistema Cantareira em menos de sete horas



As fortes chuvas que caíram sobre o estado do Paraná (PR) nos últimos dias aumentaram a vazão das Cataratas do Iguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu, de 1,5 milhão de litros de água por segundo para 37 milhões de litros de água por segundo, ou 37 mil metros cúbicos por segundo (m³). As Cataratas, inclusive, bateram o recorde histórico de vazão na segunda-feira, dia nove de junho, com 46,7 milhões de litros por segundo. Técnicos do Consórcio PCJ calcularam que seis horas e meia dessa vazão elevada das Cataratas, seriam suficientes para recuperar os reservatórios do Sistema Cantareira, fazendo com que ele voltasse a trabalhar com 100% da sua capacidade, que é de 978 milhões de m³ de água.
As Bacias PCJ estão passando por um fenômeno climático extremo sem chuvas, o que tem comprometido a disponibilidade hídrica da região, prova disso é que desde o início do ano choveu 300 milímetros a menos do que o esperado pela média histórica e a vazão de água que entra no Cantareira, chamada de vazão de afluência, foi 60% menor que a média histórica para o período.
Enquanto cidades do Paraná sofrem com o excesso de água, como por exemplo, Curitiba que choveu 166 milímetros nos últimos três dias ante os 93 mm esperado para o mês todo, Campinas, no interior de São Paulo, choveu em maio apenas 26,1 mm, sendo que o esperado para o mês é de 63,3 mm.
O Consórcio PCJ emitiu seu primeiro alerta sobre as chuvas abaixo das médias históricas e da possibilidade de estresse hídrico ao Sistema Cantareira e às vazões dos rios da região, em dezembro de 2013. Desde lá, já foram feitas diversas recomendações e orientações para a estiagem, bem como, a necessidade de redução do consumo na casa dos 50% para podermos superar a estiagem. Recentemente, durante o manifesto “Salvem o Cantareira – Água para Todos”, promovido pelo Conselho Fiscal da entidade, foram apresentadas e encaminhadas aos órgãos gestores 39 sugestão de ações de curto, médio e longo prazo para sobrevivermos à estiagem e à crise hídrica, do qual consta a orientação para se decretar estado de calamidade pública, como medida de curto prazo.  
Jornalista Responsável e Fotos: Murilo F. de Sant’Anna (MTB 56896)
Assessoria de Comunicação
Telefones/Fax: (19) 3475 9408 / 3475 9400

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