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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Estilo de vida espetacular


Imagine viver em montanhas longínquas, prover-se da agricultura, da criação de animais, num lugar em que não há dinheiro nem comércio? E se nesse lugar você tivesse a chance de viver 130 anos sem saber o significado da palavra doença? Parece um roteiro de filme de ficção, não é mesmo? Mas acredite: esse lugar existe!

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Habitantes das altas montanhas do Himalaia, os Hunzas, são cerca de 30 mil pessoas situados no extremo norte da Índia, na interseção entre os territórios de Caxemira, Índia e Afeganistão. Acredita-se por aí que esse pequeno povo que vive num vale inóspito, aproximadamente 3.000 metros de altitude (e que por isso está isolado do mundo), é o povo mais feliz e saudável da Terra.

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Mas se esse país não é fruto da imaginação de um romancista ou roteirista bem "viajandão", como surgiu esse lugar que ninguém nunca ouviu falar? Bom...na verdade, sua origem é uma incógnita, mais um grande mistério que dificilmente será revelado. Reza a lenda que seus fundadores foram três soldados gregos desertados do exército de Alexandre, O Grande, que se refugiaram com suas esposas neste vale paradisíaco. Lá viveram completamente isolados e aproveitando-se da singular e privilegiada localização geográfica daquele pedacinho do céu, mantinham afastados visitantes inoportunos e conseguiam com extrema facilidade impedir qualquer invasão.

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Mac Carrison, médico escocês, é quem nos apresentou esse povo tão misterioso. Aventureiro por natureza, enquanto o mundo estava em guerra, resolveu fazer uma viagem arriscada até as altas montanhas do Himalaia, onde permaneceu por 7 anos entre os Hunzas. Tempo esse mais que suficiente para constatar a saúde excepcional desse povo tão instigante. Crianças, jovens ou adultos pareciam imunes a todos os tipos de doenças: câncer, infarto, artrites, apendicites, úlceras gástricas, varizes. Que sonho seria viver num mundo assim, não é mesmo? As mulheres Hunzas nunca ouviram falar em celulite! Além disso, mesmo em idade avançada, elas permanecem esbeltas e ostentam um porte de rainha, caminhando com agilidade e elegância. No dicionário Hunza não consta a palavra dieta e, menos ainda, a palavra obesidade. É simples: doenças, celulite, dieta e obesidade não existem no mundo Hunza.

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A sua sociedade é verdadeiramente fora do comum, a ponto de nas suas povoações não existirem nem prisões nem bancos. E o que é ainda mais surpreendente é que as doenças infantis são inexistentes entre eles. As suas crianças não passam pela habitual parafernália de doenças dos seus primos ocidentais: papeira, sarampo, varicela... Além disso, os casos de mortalidade infantil são extremamente raros.

O que é importante compreender é que a saúde dos Hunzas não é unicamente avaliada em função da ausência de doença, porque eles não só têm a sorte de não sofrer das doenças que minam os nossos contemporâneos, como se mostram resplandecentes de energia, alegria de viver e serenidade, a tal ponto que, comparativamente, o europeu médio, mesmo estando com saúde, tem realmente ar de doente. E a verdade é que ele não só tem o ar, como está realmente doente.

 
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A essa altura, você deve estar se perguntando: quais seriam os segredos da longevidade, beleza e leveza desse povo tão misterioso? O primeiro e mais importante de todos é, sem dúvida, a alimentação. Já dizia Hipócrates: “Que o teu alimento seja teu remédio e teu remédio seja teu alimento.” Ou se preferir: “You are what you eat” (ditado americano que diz “você é o que você come”). A regra é a alimentação simples e moderada. Os Hunzas só fazem duas refeições diárias. A primeira, ao meio-dia. Por mais absurdo que possa parecer, os hunzas se levantam todos os dias às 5 da manhã e realizam seus trabalhos árduos de agricultura durante toda a manhã, de estômago vazio.

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Outro grande segredo é que sua dieta é 99% vegetariana (só comem carne em ocasiões especiais como casamentos) e eles dedicam atenção especial à preparação dos seus alimentos. Com alimentação 100% natural e sem qualquer aditivo químico, os hunzas são cheios de vitalidade, alegria de viver, elegância e possuem surpreendente energia muscular e nervosa. Alimentam-se principalmente de cereais, consomem com regularidade frutas e legumes frescos e crus.  Em seu cardápio não podem faltar iogurte, nozes, amêndoas e avelã, mas a base da alimentação dos Hunzas está no Chapatti (pão feito com ingredientes especiais que é consumido em todas as refeições). Especialistas acreditam que o consumo regular deste alimento especial tem influência no fato de um hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma mulher, o que no nosso mundo ocidental seria uma grande proeza.

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Devemos considerar mais um fator muito importante: no habitat Hunza não existe academia mas eles praticam esportes e exercícios ao ar livre, diariamente, e até uma idade bem avançada, mesmo em dias frios. Para se ter uma ideia, em caminhadas chegam a percorrer facilmente entre 15 e 25 km. Ao exercício físico diário, aliam técnicas de yoga, relaxamento e meditação e praticam uma respiração lenta, profunda e ritmada.

Quanto ao trabalho, os Hunzas trabalham lentamente e ainda assim realizam uma quantidade imensa de tarefas mostrando que é possível trabalhar mais e por mais tempo se o trabalho for feito com paciência. Entre um trabalho e outro sempre fazem uma pausa para praticar pequenos exercícios de relaxamento e meditação. Sem estress, o maior mal da nossa sociedade capitalista.


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Mesmo vivendo em condições mais difíceis que nós orientais, sabem cultivar o otimismo e o bom humor, não sabem o que é inquietação do futuro e não recebem visitas de fantasmas do passado. Vivem o presente. A dúvida ou o medo de falhar não chegam nem perto de suas casas.

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Hunzas, inspiração e exemplo a ser seguido.

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